domingo, 29 de dezembro de 2013

Uma introdução sobre a obra de arte.

O pensador alemão Martin Heidegger em sua obra “A origem da obra de arte” busca uma reflexão que tencione a relação arte, artista e obra de arte. Para ele, artista e obra de arte possuem um elemento em comum. Qual seja? A arte. Mas como a arte existe? Existe na sua materialidade, na sua relação com o real, através dos artistas e da obra. No entanto, esta é uma questão posta em aberto. O que isso significa? Significa que, para compreendê-la, é preciso procurar aquilo em que está presente um caráter potencial, algo que se sobressai da (superficial? Ingênua?) relação arte e artista. Este elemento potencial é aqui considerado como a obra de arte.(3)

O que quer que a arte possa “ser” essa compreensão deve vir a partir da obra. (obra: produção do artista) o que é a obra? é aquilo que apreendemos da experiência da essência da arte. (da experiência artística?)

Será?

como poderíamos identificar obras de arte se não considerarmos primeiro a que se refere este termo "arte"?  Como podemos identificar um determinado tipo de experiência se não sabemos o que acolher como ponto de partida de uma orientação/compreensão que se reporte ao termo “arte”? não podemos usar da comparação de objetos artísticos - presentes na nossa experiência cotidiana - como uma espécie de "classificação das obras de arte". não se trata de considerar "predicativos das obras de artes". isto é empobrecedor para uma orientação que busca evidenciar e acolher determinadas práticas artísticas.

(Não se trata também de usar de métodos de dedução. Pesquisar: dedução - a dedução nos obriga a apenas considerar aquilo que de antemão compreendemos como obra de arte. impede que nos incitemos a ir mais além).

Para compreender arte é preciso considerar o artista e a obra. Para compreender o artista, é preciso considerar sua arte e sua obra. Para compreender a obra, é preciso considerar o artista e a arte.

Estamos caminhando em um círculo.

É preciso percorrer este círculo. (5)

Um olhar sobre o cotidiano para reconhecer a presença de obras de artes nos mais variados estilos (ver g. simmel sobre a questão do estilo): arquitetônicos, pictóricos, estátuas, dispostos nos mais variados espaços, praças públicas, igrejas, casas etc. as obras estão presentes na imediaticidade das coisas. As obras são "objetos" dispostos na experiência com o real. Há muitos objetos dispostos na experiência cotidiana com o real. As obras são mais uma dentre as demais coisas.? Há alguma especificidade do “objeto artístico”?  (7)

todas as obras possuem esse caráter de coisa. (8) talvez fiquemos surpreendidos com essa perspectiva que beira a grosseira. a experiência estética (aqui compreendida como experiência artística) não pode esquecer do elemento "coisa" da obra, como o material a que ele está relacionado, por exemplo: uma escultura à pedra, um quadro às cores/tintas, a palavra ao som da voz etc. esse elemento "coisa" que dá à obra seu pertencimento ao "real".

isso é óbvio.


porque insistir em algo tão óbvio?

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