terça-feira, 8 de setembro de 2020

A experiência estética como rompimento de um paradigma: um exame rigoroso das relações sociais.

 A época é outra, mas a filosofia é a mesma.


Três perguntas: i) É possível pensar ainda a estética tradicional?

                          ii) O que significa experiência estética no presente?

                          iii) Qual a relação entre pensamento frágil e Estética?


Pensar o fundamento é uma exigência ainda da busca pelo saber tradicional. Isso caracteriza o discurso da Estética clássica. São essas estéticas clássicas que estão sendo questionadas nesse outro discurso. O exame das relações sociais constata a precariedade da vida produzida em relação a determinados rumos tomados pela civilização tecnológica ocidental. Hoje esse discurso pode se configurar como um discurso estético, não como um discurso sobre o belo, afinal, como falar de belo depois da experiência da II guerra mundial e os campos de concentração nazistas, da guerra civil urbana dos últimos tempos? 

Se a experiência estética é uma experiência autonoma e absoluta, o que ocorre dessa experiência? Há a perda desse caráter absoluto e a autonomia da experiência estética. Não há mais como se falar de uma experiência estética desvinculada dessas demais experiências - um fenômeno que quebra toda a noção de racionalidade.

Como dar sustentação ao conceito de faculdades pré-reflexivas como constituidoras de sentido?

A experiência humana, em geral, apresenta uma experiência da verdade. Não há apenas uma verdade concebida metodologicamente pelo saber empírico e o saber científico - apesar dele ser considerado. A estética pode não tender a reproduzir esse modelo para pensar a experiência estética. O que caracterizaria essa irredutível autonomia da experiência estética?

A experiência estética não está mais limitada aos críticos de arte, nem aos problemas relativos à arte, mas estará se posicionando como algo que resiste as influências da indústria cultural. Ela se põe como possibilidade crítica dos objetos, ou da cultura produzida pela tecnologia da indústria cultural.

De que modo a experiência estética é capaz de compreender aspectos da vida imediata da nossa existência, que seriam alheios aos grandes sistemas filosóficos e certas teorias estéticas? Nesse contexto, a outra experiência estética busca se introduzir num universo que seria inacessível a uma reflexão racional. Uma macro-dialética ou dialética da totalidade poderia não identificar aquilo que se esconde no tecido social e que se perderia de vista em razão de uma dada concepção de racionalidade.

Como se torna acessível na experiência estética pontos da existência humana perdidos por um discurso filosófico, ou por um modelo de teoria em que esses sintomas tornam-se inacessíveis?

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